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Mostrando postagens com marcador 6º Série. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 11 de outubro de 2013
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
domingo, 22 de setembro de 2013
Matrix, o Mito da Caverna e os Modos de Conhecimento
Eliana de Melo Barison
No Mito da Caverna, Platão nos fala de homens que, acorrentados no fundo de uma caverna, só viam as sombras projetadas pela luz de uma fogueira situada numa parte mais alta e ouviam apenas ecos dos ruídos.
Como não podiam ver ou ouvir outras coisas, acreditavam que aquilo era toda a realidade. Entre eles, eram considerados sábios aqueles que conseguiam prever imagens e sons futuros a partir dos presentes.
Um dia, um deles consegue se desprender e começa a subir a caverna. Descobre então as coisas que produziam as sombras e os ecos e reconhece que o que julgava ser a realidade era apenas sombra das coisas.
Continua subindo e chega ao mundo exterior onde, no primeiro momento, fica ofuscado pela luz do sol e não consegue ver nada. À medida que seus olhos se acostumam, passa a ver primeiro o reflexo das coisas na água, pois ainda não consegue olhar para elas e só depois pode ver as próprias coisas sob a luz do sol.
Platão apresenta esse mito para falar dos modos de conhecimento. As percepções no interior da caverna correspondem ao conhecimento que adquirimos por meio dos órgãos dos sentidos, ao mundo sensível – tudo que conhecemos por ver, ouvir, palpar, cheirar, provar. Esse conhecimento é chamado empírico ou por imagens: imaginação. Nesse sentido, imaginação não é imaginar coisas que não existem. Fala-se em imaginação porque as coisas produzem em nós, ao agir sobre nossos sentidos, idéias que são dadas no tempo e no espaço. Chamamos imagens essas idéias espaciais que temos das coisas pelos sentidos.
Se as coisas no interior da caverna são imagens, as sombras no fundo da caverna são imagens das imagens, o que Platão chama de simulacros. São imagens de imagens toda representação de percepções que temos pelos sentidos: sombras, pinturas, esculturas, filmes, sonhos, etc...
Simulacros podem nos enganar, fazendo-nos confundi-los com a própria imagem das coisas, por exemplo, quando sonhamos. Mas a imagem mais viva da percepção quando acordamos nos faz perceber o engano. É o que acontece com o homem que se desprendeu do fundo da caverna e, ainda dentro dela, percebe que as sombras projetadas são imagens das coisas que passam na frente da fogueira.
As percepções no mundo exterior, à luz do sol, correspondem ao mundo inteligível, isto é, ao conhecimento produzido pelo intelecto, à luz da razão. Platão divide em dois os modos de conhecimento pelo intelecto: entendimento ou raciocínio (dedutivo ou discursivo) e intelecção (ação de conceber pelo intelecto).
Pelo raciocínio, apreende-se noções gerais que são relações entre as coisas. É o modo de conhecimento das ciências, que captam pelo intelecto os princípios, postulados e axiomas e, a partir deles, deduzem o corpo do conhecimento científico.
Podemos conhecer ciências usando apenas os sentidos e a memória, ou seja, apenas o conhecimento por imagem. Isso acontece quando lemos livros ou assistimos aulas de ciências. Esse conhecimento assim adquirido é passivo, não há atividade da mente de produzi-lo. A mente sofre ação do exterior através dos órgãos dos sentidos. Mas esse conhecimento passivo, por imagens, não é operativo, não funciona para resolver problemas.
Um parêntesis: muito do nosso sistema de ensino se baseia no conhecimento por imagens; e a avaliação do aprendizado, as provas, testa quase que somente a memória do estudante. Esse não é estimulado a desenvolver sua atividade mental e, portanto, sua capacidade de aplicar seus conhecimentos frente aos problemas que a realidade apresente. Mesmo na Universidade, onde se esperaria que a atividade mental para produção de conhecimentos fosse mais desenvolvida, ainda se recai freqüentemente na aprendizagem passiva. Muitos alunos do curso médico, creio que a maioria, se formam sem ser capazes de aplicar seus conhecimentos num raciocínio clínico ou na avaliação de um problema de saúde pública. Fim do parêntesis.
O último modo de conhecimento, a intelecção, é pura concepção da realidade pelo intelecto. Essa produção intelectual não é discursiva, isto é, não usa a linguagem, nem trabalha com imagens. É a compreensão de uma certa realidade em seus múltiplos aspectos simultaneamente. Esse movimento do intelecto só é possível após muito trabalho mental pelo raciocínio.
Não é possível transferir passivamente a alguém o movimento de raciocinar e de inteligir. Tudo que o professor pode fazer é dar ao aluno condições (indicar leituras e exercícios, apresentar raciocínios e [1] intelectual da realidade. Platão diz que não se trata de introduzir ciência na alma que não a possui, mas de voltar para a luz o órgão inato da alma para o aprendizado, a faculdade de pensar.
reflexões) para que esse dê o salto de pensamento para a intuição
reflexões) para que esse dê o salto de pensamento para a intuição
Tudo isso aparece no Matrix?
Sim, porque o filme é uma versão moderna, ou melhor, futurista do Mito da Caverna. Ambos são alegorias.[2]
Os objetos no interior da caverna correspondem, no filme, à realidade virtual, que são imagens fornecidas à mente passiva dos homens adormecidos, dos quais é subtraída energia para as máquinas.
O despertar (a saída da caverna) representa a passagem da passividade à atividade mental. Afinal, estamos frente a um filme de ação em que toda atividade física representa atividade mental que, fraca de início, vai crescendo à medida que se exercita (ou se exerce). Esse movimento da mente depende da curiosidade, da busca de algo para além do dado imediato da realidade empírica. No filme, a curiosidade é representada por “seguir o coelho branco”, em referência à Alice no País das Maravilhas.
Ao despertar, Neo, como o homem da caverna ofuscado pela luz, tem dificuldade em enxergar, reclama que os olhos doem (curiosamente, no filme, ao contrário do mito de Platão, a realidade virtual é clara e colorida – embora meio esverdeada – e o real escuro e cinzento).
Após tratamento inicial para permitir que seus sentidos e músculos, antes inativos, passem a funcionar, a mente de Neo é carregada com grande número de programas, ou seja, de informações. O operador fica impressionado com a capacidade de Neo de reter informações: trata-se de uma memória privilegiada. Mesmo assim, a reação de Neo no início desse processo é de dor. Mas, pela sua expressão quando responde ao operador se quer mais – quero! – percebemos que o processo é também prazeroso e que a mente de Neo é ávida por informações.
Entretanto, esse processo é ainda um aprendizado passivo e o conhecimento assim adquirido não funciona. Neo pensa que sabe lutar, mas Morfeu vai lhe mostrar que não, que sem ação mental seu conhecimento sobre luta não é efetivo, não funciona na prática. Ele observa que é diferente conhecer o caminho e trilhar esse caminho. É preciso, portanto, um exercício inicial numa realidade virtual para treino. Dar o primeiro salto não é fácil e ninguém consegue na primeira tentativa.
Mais de uma vez, Morfeu diz a Neo que ele pode conduzi-lo até a porta, mas que cabe a Neo atravessá-la. No processo de aprendizado, o aluno pode ser conduzido pela apresentação de informações, raciocínios e exercícios, mas ninguém pode produzir entendimento no outro. A atividade mental depende do esforço da própria mente.
Vencida a dificuldade inicial, cada salto, cada nova conquista, aumenta a capacidade de agir de modo cada vez mais eficaz. A produção ativa de conhecimentos torna o intelecto cada vez mais forte para conceber novas idéias.
O último modo de conhecimento corresponde, no filme, a conhecer o código do real, isto é, perceber simultaneamente o conjunto de comandos do programa que produzem a realidade empírica. Os companheiros de Neo conseguem, quando fora da Matrix, ler o código e saber pela leitura o que nela se passa. Também o conhecimento que têm permite que consigam agir com mais competência quando submetidos às regras da Matrix, quando entram no sistema. Mas eles não são capazes, estando dentro da Matrix, de ler o código e dependem de ser instruídos por alguém de fora.
Quando compreende sua realidade anterior, diz Platão, o liberto sente-se feliz com a mudança e deplora a situação dos demais. Para libertar os outros homens, é preciso voltar à caverna, ou à realidade virtual, pois é a única forma de estabelecer relações com eles. Como quando se volta da luz para a escuridão, quem já esteve fora tem dificuldade de ver no escuro, não se adapta bem à condição anterior e é hostilizado e ridicularizado por seus antigos companheiros. Esses não entendem o que o liberto quer dizer e podem até considerá-lo perigoso e tentar eliminá-lo: transformam-se em “agentes” de defesa do sistema.
É mais fácil, ou menos difícil, compreender a realidade quando estamos de fora, quando não estamos submetidos às imagens e envolvidos pelas emoções que elas geram. Compreender a realidade, ler o código que a compõe, percebendo o processo que a produz, estando sujeito às sensações empíricas, não é para qualquer um. Na cena final, Neo, depois de todo o trabalho de fortalecimento da mente por que passou, consegue finalmente ler o código estando no interior da realidade virtual. Com isso, consegue transformar o real, ou seja, agir sobre o programa, sobre o processo de produção do real e modificá-lo.
[1] O sentido de intuição, aqui, é completamente diferente do que habitualmente chamamos intuição, que é uma mera impressão baseada em imagens.
Significados modernos: 1) aproximação de dois fatos espirituais, conceito e imagem, entre ao quais estabeleceria correlação convencional e arbitrária. 2) simbolismo concreto, percorrendo todo o conjunto de uma obra, de modo que todos os elementos do simbolizante correspondem, sistematicamente, um a um, aos elementos do simbolizado. 3) obra composta segundo esse procedimento.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
11 de Sembro - Dia do Cerrado
Ocupando pouco mais de 2 milhões de km2, o Cerrado é a segunda maior formação vegetal da América do Sul, perdendo em tamanho apenas para a floresta Amazônica. Sua área corresponde a um quarto do território brasileiro.
A maioria da sua vegetação abrange dez estados e o Distrito Federal, mas parcelas são encontradas nos estados de Roraima, Amapá, Amazonas e Pará, além da Bolívia e do Paraguai.
A maioria da sua vegetação abrange dez estados e o Distrito Federal, mas parcelas são encontradas nos estados de Roraima, Amapá, Amazonas e Pará, além da Bolívia e do Paraguai.
GOOGLE EARTH
Você pode visualizar o domínio biogeográfico Cerrado no Google Earth.Clique aqui para baixar o arquivo .KML.
Ciclos climáticos
O clima típico do Cerrado é definido como Tropical Sazonal. Ou seja, ao longo do ano são registradas duas estações bem distintas: a seca vai de maio a setembro; enquanto o período de chuvas se estende de outubro a abril.
Berço das águas
Sua característica vegetação esparsa com árvores baixas, retorcidas e de casca grossa plantou no imaginário nacional a falsa idéia de formação monótona e de pouco valor. Pelo contrário, o Cerrado é fonte de culturas e paisagens de surpreendente exotismo e rara beleza com alto potencial turístico e econômico. O bioma é palco de uma profusão de campos naturais, savanas, veredas e florestas pontuadas por rios, córregos e cachoeiras.
Graças a sua geografia de planaltos na porção central no Brasil marcada por uma vegetação de raízes profundas, o Cerrado é uma das mais importantes fontes de água para o país. Da região depende a recarga dos aqüíferos Bambuí, Urucuia e Guarani, e seis das oito maiores bacias hidrográficas nacionais – Amazônica, do Tocantins, do Atlântico Norte/Nordeste, do São Francisco, do Atlântico Leste e do Paraná/Paraguai.
A conservação do Cerrado na parte alta da Bacia do rio Paraguai está intimamente ligada à perpetuação dos ciclos de cheias e vazantes que mantêm a vida e atividades econômicas no Pantanal, maior planície alagável do planeta.
No setor de geração de energia, sete em cada dez litros das águas que passam pelas turbinas da usina de Tucuruí (PA) vêm do Cerrado, bem como metade da água que alimenta Itaipu (PR). No caso da hidrelétrica de Sobradinho (BA), o montante é de quase 100%. De forma geral, nove em cada dez brasileiros consomem eletricidade produzida com águas do bioma.
No Cerrado há mais de 6,7 mil pivôs centrais para irrigação de culturas, com área variando de 20 a 150 hectares. A maioria está concentrada em Cristalina (GO), Paracatu (MG) e Luiz Eduardo Magalhães (BA).
Saiba mais sobre os ecossistemas, as espécies e a cobertura vegetal do Cerrado.
Graças a sua geografia de planaltos na porção central no Brasil marcada por uma vegetação de raízes profundas, o Cerrado é uma das mais importantes fontes de água para o país. Da região depende a recarga dos aqüíferos Bambuí, Urucuia e Guarani, e seis das oito maiores bacias hidrográficas nacionais – Amazônica, do Tocantins, do Atlântico Norte/Nordeste, do São Francisco, do Atlântico Leste e do Paraná/Paraguai.
A conservação do Cerrado na parte alta da Bacia do rio Paraguai está intimamente ligada à perpetuação dos ciclos de cheias e vazantes que mantêm a vida e atividades econômicas no Pantanal, maior planície alagável do planeta.
No setor de geração de energia, sete em cada dez litros das águas que passam pelas turbinas da usina de Tucuruí (PA) vêm do Cerrado, bem como metade da água que alimenta Itaipu (PR). No caso da hidrelétrica de Sobradinho (BA), o montante é de quase 100%. De forma geral, nove em cada dez brasileiros consomem eletricidade produzida com águas do bioma.
No Cerrado há mais de 6,7 mil pivôs centrais para irrigação de culturas, com área variando de 20 a 150 hectares. A maioria está concentrada em Cristalina (GO), Paracatu (MG) e Luiz Eduardo Magalhães (BA).
Saiba mais sobre os ecossistemas, as espécies e a cobertura vegetal do Cerrado.
© WWF-Brasil/Aldem Bourscheit
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Biomas Brasileiros - Vídeos criados na EE Professora Marilsa Garbossa Francisco
Biomas - Cerrado
Biomas - Mata Atlântica
Biomas - Caatinga
Biomas - Pampa
Biomas - Pantanal
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
O que é clima?
O clima é o conjunto das características de temperatura, umidade, ventos e chuvas em uma determinada região ao longo do ano. Ele é sempre constante e caracteriza as diferentes regiões da Terra. Geralmente, o clima é confundido com o “tempo”. A diferença é que o tempo é a condição da atmosfera em dado momento (“ontem estava nublado”, ou “hoje está quente”), já o clima não, ele é definido pelas características climáticas, ou atmosféricas, de uma região em um período de tempo maior.
O clima, por isso, é bem mais fácil de se prever do que o tempo, visto que este último sofre forte influência das massas de ar, bem mais instáveis que as condições que originam o clima.
A inclinação do eixo de rotação da Terra e sua forma determinam um padrão de incidência de raios solares desigual sobre a superfície do planeta. É esta característica que determina o que chamamos de “padrão climático mundial”.
Já o clima de cada região específica do planeta sofre a influência de outros fatores que podem inclusive anular o padrão climático daquela região:
- latitude, devido ao formato da terra e à inclinação de seu eixo, a incidência de raios solares é maior na região do Equador durante todo o ano, o que aumenta a temperatura nessa região;
- altitude, quanto mais alto o local menor a temperatura, isso ocorre porque o ar é rarefeito e o calor se dissipa mais rápido;
- outro motivo é que a superfície irradia calor para a atmosfera e quanto mais alto, menos intensa será essa irradiação;
- massas de ar, as massas de ar carregam as características da região onde se formaram podendo ser tropicais (que podem ser secas se formadas no interior de continentes, ou úmidas, se formadas sobre os oceanos), equatoriais (quentes) ou polares (frias);
- continentalidade, é a influência da maior ou menor proximidade de grandes quantidades de água (como oceanos), isso porque o continente tende a se aquecer e resfriar mais rápido que os oceanos ocasionando grandes amplitudes térmicas nas regiões continentais;
- as correntes marítimas, responsáveis por transportar umidade; relevo, ele pode facilitar ou dificultar a circulação das massas de ar e ventos; vegetação, em locais onde a vegetação é mais densa a umidade também é maior.
Quanto à classificação dos tipos de clima, existem algumas variações. Vejamos duas:
- Classificação Climática de Köpen:
nesta classificação são adotadas duas ou três letras para classificar o clima. Ela é mais usada para estudos climáticos mais amplos que englobam grandes regiões.
Clima do Brasil
A 1ª maiúscula representa a característica geral do clima da região, a 2ª minúscula representa as particularidades relacionadas à taxa de precipitação, a 2ª letra maiúscula é usada para classificar características específicas de climas secos ou climas polares, e a 3º letra minúscula é usada para descrever as características de climas micro ou mesotérmicos.
Veja:
1ª letra
- A: clima megatérmico (temperaturas médias superiores a 18ºC);
- B: clima seco (precipitação anual menor que 500mm);
- C: clima mesotérmico (-3º C > temperatura média < 18ºC);
- D: clima microtérmico (temperatura < -3ºC)
- E: climas polares
2º letra (junto com A, C, D)
- f: sempre úmido (mês mais seco com precipitação superior a 60mm)
- m: monçônico, predominantemente úmido
- s:chuvas de inverno (mês mais seco com precipitação inferior a 60mm)
- w: chuvas de verão (mês mais seco com precipitação inferior a 60mm)
2ª letra (junto com B)
- S: clima semi-árido (chuvas anuais entre 250 e 500mm)
- W: clima árido ou desértico (chuvas anuais menores que 250mm)
2ª letra (junto com E):
- T: clima de tundra (temperatura média entre 0ºC e 10ºC)
- F: clima de calota de gelo (temperatura inferior a 0ºC)
3ª letra (junto com C e D):
- a: verões quentes (média igual ou superior a 22ºC)
- b: verões brandos (média inferior a 22ºC)
- c: frio o ano todo (média abaixo de 10ºC)
3ª letra (junto com B):
- h: deserto ou semi-deserto quente (média anual igual ou superior a 18ºC)
- k: deserto ou semi-deserto frio (média anual inferior a 18ºC)
Outra classificação, mais comum, divide os climas da seguinte forma: clima temperado, clima polar, clima mediterrâneo, Clima tropical, Clima equatorial, clima subtropical, clima desértico, clima semi-árido.
O clima pode ainda ser classificado de acordo com a abrangência territorial em microclima, mesoclima e macroclima (em ordem crescente).
Fontes
http://www.fe.unicamp.br
http://www.juliobattisti.com.br
Fonte do Texto: http://www.infoescola.com/geografia/clima/
O clima, por isso, é bem mais fácil de se prever do que o tempo, visto que este último sofre forte influência das massas de ar, bem mais instáveis que as condições que originam o clima.
A inclinação do eixo de rotação da Terra e sua forma determinam um padrão de incidência de raios solares desigual sobre a superfície do planeta. É esta característica que determina o que chamamos de “padrão climático mundial”.
Já o clima de cada região específica do planeta sofre a influência de outros fatores que podem inclusive anular o padrão climático daquela região:
- latitude, devido ao formato da terra e à inclinação de seu eixo, a incidência de raios solares é maior na região do Equador durante todo o ano, o que aumenta a temperatura nessa região;
- altitude, quanto mais alto o local menor a temperatura, isso ocorre porque o ar é rarefeito e o calor se dissipa mais rápido;
- outro motivo é que a superfície irradia calor para a atmosfera e quanto mais alto, menos intensa será essa irradiação;
- massas de ar, as massas de ar carregam as características da região onde se formaram podendo ser tropicais (que podem ser secas se formadas no interior de continentes, ou úmidas, se formadas sobre os oceanos), equatoriais (quentes) ou polares (frias);
- continentalidade, é a influência da maior ou menor proximidade de grandes quantidades de água (como oceanos), isso porque o continente tende a se aquecer e resfriar mais rápido que os oceanos ocasionando grandes amplitudes térmicas nas regiões continentais;
- as correntes marítimas, responsáveis por transportar umidade; relevo, ele pode facilitar ou dificultar a circulação das massas de ar e ventos; vegetação, em locais onde a vegetação é mais densa a umidade também é maior.
Quanto à classificação dos tipos de clima, existem algumas variações. Vejamos duas:
- Classificação Climática de Köpen:
nesta classificação são adotadas duas ou três letras para classificar o clima. Ela é mais usada para estudos climáticos mais amplos que englobam grandes regiões.
Clima do Brasil
A 1ª maiúscula representa a característica geral do clima da região, a 2ª minúscula representa as particularidades relacionadas à taxa de precipitação, a 2ª letra maiúscula é usada para classificar características específicas de climas secos ou climas polares, e a 3º letra minúscula é usada para descrever as características de climas micro ou mesotérmicos.
Veja:
1ª letra
- A: clima megatérmico (temperaturas médias superiores a 18ºC);
- B: clima seco (precipitação anual menor que 500mm);
- C: clima mesotérmico (-3º C > temperatura média < 18ºC);
- D: clima microtérmico (temperatura < -3ºC)
- E: climas polares
2º letra (junto com A, C, D)
- f: sempre úmido (mês mais seco com precipitação superior a 60mm)
- m: monçônico, predominantemente úmido
- s:chuvas de inverno (mês mais seco com precipitação inferior a 60mm)
- w: chuvas de verão (mês mais seco com precipitação inferior a 60mm)
2ª letra (junto com B)
- S: clima semi-árido (chuvas anuais entre 250 e 500mm)
- W: clima árido ou desértico (chuvas anuais menores que 250mm)
2ª letra (junto com E):
- T: clima de tundra (temperatura média entre 0ºC e 10ºC)
- F: clima de calota de gelo (temperatura inferior a 0ºC)
3ª letra (junto com C e D):
- a: verões quentes (média igual ou superior a 22ºC)
- b: verões brandos (média inferior a 22ºC)
- c: frio o ano todo (média abaixo de 10ºC)
3ª letra (junto com B):
- h: deserto ou semi-deserto quente (média anual igual ou superior a 18ºC)
- k: deserto ou semi-deserto frio (média anual inferior a 18ºC)
Outra classificação, mais comum, divide os climas da seguinte forma: clima temperado, clima polar, clima mediterrâneo, Clima tropical, Clima equatorial, clima subtropical, clima desértico, clima semi-árido.
O clima pode ainda ser classificado de acordo com a abrangência territorial em microclima, mesoclima e macroclima (em ordem crescente).
Fontes
http://www.fe.unicamp.br
http://www.juliobattisti.com.br
Fonte do Texto: http://www.infoescola.com/geografia/clima/
sábado, 8 de junho de 2013
Revisão e Trabalho - Regiões do Brasil
Revisão para 6º Séries Geografia do Brasil Aula 30 - Brasil Regional
Geografia do Brasil Aula 31 - Região Norte
Geografia do Brasil Aula 32 - Região Nordeste
Geografia do Brasil Aula 33 - Região Sul
Geografia do Brasil Aula 34. Região Sudeste
Geografia do Brasil Aula 35. Região Centro-Oeste
Trabalho de Geografia para o dia 14/06
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Mapas para a Prova - Texto para Revisão:Divisão do Território Brasileiro 6º A, B e C
MAPAS PARA PROVA
MUDANÇAS QUE ESTÃO NO MAPA
Entenda como a divisão do território brasileiro evoluiu ao longo dos tempos!
Hoje, nos parece tão óbvio que o Brasil seja dividido em cinco regiões, que nem paramos para perguntar por que ele foi organizado desse jeito. Da mesma forma, não questionamos por que um estado pertence a determinada região e não a outra. Agora que surgiu a curiosidade, vamos à investigação!
O Brasil é o maior país da América do Sul. De acordo com dados de 1999, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua área é de 8.547.403,5 quilômetros quadrados. Apenas quatro países no mundo inteiro -- Rússia, Canadá, China e Estados Unidos -- têm território maior do que o brasileiro. Dividir o Brasil em regiões facilita o ensino de geografia e a pesquisa, coleta e organização de dados sobre o país, o seu número de habitantes e a idade média da população.
A razão é simples: os estados que formam uma grande região não são escolhidos ao acaso. Eles têm características semelhantes. As primeiras divisões regionais propostas para o país, por exemplo, eram baseadas apenas nos aspectos físicos -- ou seja, ligados à natureza, como clima, vegetação e relevo. Mas logo se começou a levar em conta também as características humanas -- isto é, as que resultam da ação do homem, como atividades econômicas e o modo de vida da população, para definir quais estados fariam parte de cada região.
Então, se os estados de uma região brasileira têm muito em comum, o que é mais útil: estudá-los separadamente ou em conjunto? Claro que a segunda opção é melhor. Para a pesquisa, coleta e organização de dados, também. Assim é possível comparar informações de uma região com as de outra e notar as diferenças entre elas. Dessa forma, por exemplo, os governantes podem saber em qual região há mais crianças fora da escola. E investir nela para resolver o problema.

Em 1913, o território nacional foi dividido em cinco "brasis" e não em regiões. O Brasil Setentrional ou Amazônico reunia Acre, Amazonas e Pará. Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas formavam o Brasil Norte-Oriental. O Brasil Oriental agregava Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro -- onde ficava o Distrito Federal, a sede do governo brasileiro -- e Minas Gerais. São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul faziam parte do Brasil Meridional. E Goiás e Mato Grosso, do Brasil Central.
A forma como foi feita a divisão revela que, na época, havia uma preocupação muito grande em fortalecer a imagem do Brasil como uma nação, uma vez que a República havia sido proclamada há poucos anos, em 15 de novembro de 1889.
A divisão em grandes regiões proposta em 1913 influenciou estudos e pesquisas até a década de 1930. Nesse período, surgiram muitas divisões do território do Brasil, cada uma usando um critério diferente. Acontece que, em 1938, foi preciso escolher uma delas para fazer o Anuário Estatístico do Brasil, um documento que contém informações sobre a população, o território e o desenvolvimento da economia que é atualizado todos os anos. Mas, para organizar as informações, era necessário adotar uma divisão regional para o país. Então, a divisão usada pelo Ministério da Agricultura foi a escolhida. Observe o mapa e note quantas diferenças!

Pequeno retrato das grandes regiões
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Brasil dividido = pequenos 'brasis'
A primeira divisão do território do Brasil em grandes regiões foi proposta em 1913, para ser usada no ensino de geografia. Os critérios usados para fazê-la foram físicos: levou-se em consideração o relevo, o clima e a vegetação, por exemplo. Não foi à toa! Na época, a natureza era considerada duradoura e as atividades humanas, mutáveis. Considerava-se que a divisão regional deveria ser baseada em critérios que resistissem por bastante tempo. Observe o mapa e veja que interessante:Em 1913, o território nacional foi dividido em cinco "brasis" e não em regiões. O Brasil Setentrional ou Amazônico reunia Acre, Amazonas e Pará. Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas formavam o Brasil Norte-Oriental. O Brasil Oriental agregava Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro -- onde ficava o Distrito Federal, a sede do governo brasileiro -- e Minas Gerais. São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul faziam parte do Brasil Meridional. E Goiás e Mato Grosso, do Brasil Central.
A forma como foi feita a divisão revela que, na época, havia uma preocupação muito grande em fortalecer a imagem do Brasil como uma nação, uma vez que a República havia sido proclamada há poucos anos, em 15 de novembro de 1889.
A divisão em grandes regiões proposta em 1913 influenciou estudos e pesquisas até a década de 1930. Nesse período, surgiram muitas divisões do território do Brasil, cada uma usando um critério diferente. Acontece que, em 1938, foi preciso escolher uma delas para fazer o Anuário Estatístico do Brasil, um documento que contém informações sobre a população, o território e o desenvolvimento da economia que é atualizado todos os anos. Mas, para organizar as informações, era necessário adotar uma divisão regional para o país. Então, a divisão usada pelo Ministério da Agricultura foi a escolhida. Observe o mapa e note quantas diferenças!
Maranhão e Piauí -- que atualmente fazem parte da região Nordeste -- foram incluídos na região Norte, junto com o território do Acre e os estados do Amazonas e do Pará. No Nordeste, ficavam Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Não existia a região Sudeste, mas, sim, uma região chamada Este, onde se localizavam os estados de Sergipe, Bahia e Espírito Santo. Na região Sul, veja só, estavam o Rio de Janeiro -- que, na época, era a capital do país -- e São Paulo, que hoje fazem parte da região Sudeste. Além deles, ficavam na região Sul os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A região Centro-Oeste não existia, mas, sim, a região chamada Centro, onde estavam Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, que hoje em dia localiza-se na região Sudeste.
Como a divisão proposta em 1913, esta organização do território brasileiro não era oficial. Mas, em 1936, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi criado. E começou uma campanha para adotar uma divisão regional oficial para o Brasil.
Divisão para valer
Após fazer estudos e analisar diferentes propostas, o IBGE sugeriu que fosse adotada a divisão feita em 1913 com algumas mudanças nos nomes das regiões. A escolha foi aceita pelo presidente da República e adotada em 1942. Logo ela seria alterada com a criação de novos Territórios Federais.
Em 1942, o arquipélago de Fernando de Noronha foi transformado em território e incluído na região Nordeste. Em 1943, foram fundados os territórios de Guaporé, Rio Branco e Amapá -- todos parte da região Norte --, o território de Iguaçu foi anexado à região Sul e o de Ponta Porã, colocado na região Centro-Oeste. É bom lembrar que a divisão em grandes regiões tinha de acompanhar as transformações que estavam ocorrendo na divisão em estados e territórios do país. Assim, a divisão regional do Brasil em 1945 era a seguinte:
Na região Norte, estavam os estados do Amazonas e Pará, os territórios do Acre, Amapá, Rio Branco e Guaporé. A região Nordeste foi dividida em ocidental e oriental. No Nordeste ocidental, encontravam-se Maranhão e Piauí. No oriental, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, além do território de Fernando de Noronha. Ainda não existia a região Sudeste, mas uma região chamada Leste, dividida em setentrional e meridional. Sergipe e Bahia estavam na parte setentrional. Na meridional, ficavam Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro (na época, sede do Distrito Federal). A região Sul incluía os estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, além do território de Iguaçu. E, na região Centro-Oeste, os estados de Mato Grosso e Goiás e o território de Ponta Porã.
Em 1946, os territórios federais de Iguaçu e Ponta Porã foram extintos. Em 1960, Brasília foi construída e o Distrito Federal, capital do país, foi transferido para o Centro-Oeste. Na região Leste, o antigo Distrito Federal tornou-se o estado da Guanabara. Em 1969, uma nova divisão regional foi proposta porque a divisão de 1942 já não era considerada útil para o ensino de geografia ou para a coleta e divulgação de dados sobre o país. Veja como ficou o mapa do Brasil em 1970:
Na região Norte, estão os estados do Acre, Amazonas e Pará; Territórios de Rondônia, Roraima e Amapá. Na região Nordeste, os estados de Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, e o Território de Fernando de Noronha. A região Leste sumiu! Quem a substituiu foi a região Sudeste, formada por Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, estado da Guanabara e São Paulo. Na região Sul, localizavam-se Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Na região Centro-Oeste, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal (a cidade de Brasília).
Atualmente, continua em vigor essa proposta em 1970. Apenas algumas alterações foram feitas. Em 1975, o estado da Guanabara foi transformado em município do Rio de Janeiro. Em 1979, Mato Grosso foi dividido, dando origem ao estado do Mato Grosso do Sul. A Constituição Federal de 1988 dividiu o estado de Goiás e criou o estado de Tocantins, que foi incluído na Região Norte. Com o fim dos territórios federais, Rondônia, Roraima e Amapá tornaram-se estados e Fernando de Noronha foi anexado ao estado de Pernambuco
No futuro, devem ocorrer novas mudanças na divisão regional do Brasil. Afinal, por influência do homem, o país está em constante transformação!
Revista Ciência Hoje das Crianças nº 12
5, junho 2002
Adma Hamam de Figueredo e
Maria Helena Palmer Lima,
Departamento de Geografia,
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mara Figueira,
Ciência Hoje/RJ
5, junho 2002
Adma Hamam de Figueredo e
Maria Helena Palmer Lima,
Departamento de Geografia,
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mara Figueira,
Ciência Hoje/RJ
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